Infoprodutos consolidam mercado digital brasileiro

O mercado digital e de infoprodutos consolidou-se em 2025 como uma das principais frentes de inovação e geração de oportunidades no Brasil. Estudos realizados pela Fundação Getulio Vargas, em parceria com a Hotmart, revelam que a criação de conteúdo digital cresceu 30% entre 2023 e 2024, impulsionando o mercado de trabalho brasileiro com mais de 389 mil ocupações geradas no período.

Outro levantamento, divulgado pelo portal Economia SP, mostra que 79% dos brasileiros consumiram produtos digitais em 2023, o que contribuiu para que a Hotmart atingisse uma movimentação de vendas de R$ 30 bilhões em nível mundial. Esses números refletem a expansão de um setor que, segundo o estrategista digital e especialista em produtos digitais Thiago Lobos, ainda é recente na forma como se apresenta. "Um profissional pode, com um baixo ou quase nulo investimento inicial, criar um produto digital, seja um e-book ou um curso online, e vendê-lo nas redes sociais com plataformas parceiras, como a própria Hotmart. Este mercado não está mais restrito às grandes instituições formais de educação", afirma.

"Qualquer pessoa, de qualquer lugar e dentro dos mais diversos contextos, pode ensinar o que possui como habilidade, profissão ou conhecimento. E por fazermos parte de um sistema de livre mercado, se há demanda em aprender determinada atividade, haverá pessoas interessadas em comprar aquela solução", acrescenta.

A maturidade dos consumidores digitais também foi um fator determinante para o desempenho dos infoprodutos em 2025. Thiago Lobos observa que os clientes estão cada vez menos interessados em adquirir um produto apenas pelo prestígio de quem o oferece.

"O que as pessoas mais estão interessadas é na solução que está sendo oferecida e se há pessoas que, ao aplicarem aquele método, conseguiram alcançar o resultado desejado com um ‘atalho’, já sabendo o caminho das pedras. O mais importante está na oferta a ser construída, vendida e entregue no produto digital. Por isso, não é determinante a quantidade de seguidores que uma pessoa possui nas redes sociais, como Instagram", pontua.

Leia Também:  Cargill avança na descarbonização marítima com a entrega de seu primeiro navio de duplo combustível movido a metanol verde

Em termos de comportamento de compra e modelos de entrega, o setor passou por mudanças significativas. O especialista destaca que houve uma tendência de produtos menos conteudistas, ou seja, com menos aulas gravadas e mais soluções práticas.

"Há mais produtos no mercado que criam ferramentas que entregam ao menos parte da solução já estruturada. E com relação às tecnologias, o uso da inteligência artificial facilita e otimiza o trabalho do infoprodutor ao construir o método do seu produto digital", observa.

Segmento requer aprendizado contínuo

Thiago Lobos aponta ainda que o mercado caminha para uma fase de maior profissionalização. Para quem deseja ingressar nesse setor, ele ressalta que é fundamental compreender que trabalhar na internet exige dedicação e seriedade. "Mesmo que o caminho pareçaque mais fácil, trabalhar na internet exige dedicação e, para ter resultados, é necessário encarar de forma séria".

"O essencial é resolver uma dor, isto é, entregar uma solução tangível no produto digital, levando os alunos de um ponto A a um ponto B claro e específico. É preciso ouvir o público-alvo, entender quais problemas gostariam que fossem resolvidos, o que já tentaram anteriormente e como o seu produto é diferente de tudo o que já viram no mercado, seja tradicional ou digital", explica.

Quanto à formação de novos profissionais, o especialista defende que é necessário estudar como se dá a criação de infoprodutos. "Neste caso, a ideia de como aprender é a mesma. Assim, o aluno saberá como se dão negociações no mercado, formas mais eficazes de alcançar o público-alvo por meio dos anúncios patrocinados, além de outras estratégias como upsell, order bump e recuperador de vendas", destaca.

Para 2026, o especialista projeta tendências que devem consolidar ainda mais o setor. Entre elas, o fortalecimento de produtos digitais que entreguem soluções práticas e imediatas, a ampliação do uso de inteligência artificial para otimizar processos e a crescente exigência de consumidores por ofertas que tragam resultados comprovados.

Leia Também:  A ACCELQ é reconhecida como a Líder e Favorita dos Clientes no The Forrester Wave™ para Plataformas de Testes Autônomos

"O mercado de infoprodutos seguirá em expansão, mas será cada vez mais competitivo. Quem quiser se destacar precisará combinar conhecimento técnico, escuta ativa do público e estratégias digitais consistentes", finaliza Thiago Lobos.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO