Gráfica aumenta receita na produção de cadernos para 6,05%

Famílias brasileiras encerram o ciclo de compras de Natal e já engatam na lista de material escolar para a volta às aulas. Com o orçamento mais apertado entre as classes D e E, as mesmas driblam estratégias para que seus filhos iniciem o ano letivo com os itens necessários dentro da mochila.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro, mesmo que 42% dos consumidores considerem a lista de compras excessiva, nove em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem comprar os materiais de escola para este início do ano, com participação de 89% do investimento dos materiais básicos como caderno, lápis, borracha e outros, seguido de 73% para a compra de uniformes e 69% de livros didáticos.

A pesquisa do Instituto Locomotiva também mostra que o maior impacto na hora de mexer no bolso para renovar o material escolar se concentra em 52% nas classes D e E, enquanto cerca de 32% das classes A e B são afetadas na hora de ir às compras. E mesmo com esses efeitos econômicos no país, o Instituto diz que 84% dos entrevistados vão diminuir os gastos com lazer, viagens e outros gastos, para focar no orçamento destinado para a volta às aulas.

Já de acordo com o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), em parceria com a FIA Business School, aponta que há famílias que irão optar pelo reaproveitamento de alguns itens usados no ano passado e até opções mais baratas.

O coordenador de marketing da Gráfica GIV Online, Victor Nakamura, detalha como a gráfica tem contornado esse cenário para equilibrar o volume de vendas e receita de itens de papelaria escolar para fornecer ao público de todas as classes econômicas.

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"Aliar preços que se adequem ao orçamento do brasileiro, sem abrir mão da qualidade dos insumos, impressão e acabamento, é um desafio que encaramos como compromisso para que viabilize a compra tanto no varejo quanto no atacado", diz.

Em nota, o especialista da gráfica conta que a receita obtida através da venda de cadernos personalizados desde o dia 1º de janeiro deste ano até o dia 22 de janeiro tem encontrado um ponto de equilíbrio, mesmo que o cenário econômico mostre um sinal de alerta, já que, de acordo com o Ibevar e a FIA Business School, a projeção de vendas apresenta um recuo de 5,9% neste ano letivo.

O Ibevar apontou em pesquisa que as vendas de materiais de escola sofreram uma queda em 2024, com 8,2%, mas tiveram um aumento de 2,7% em 2025. E Victor, da Gráfica GIV, que produz a linha de papelaria escolar, explica que, comparado a janeiro de 2025 para 2026, o setor gráfico conseguiu se sobressair no real contexto econômico, apresentando um ticket médio consolidado de 2025 a 2026 de R$ 24,94 por caderno, mantendo um equilíbrio na receita total da produção do caderno escolar, que conseguiu um aumento de 6,05% até a segunda quinzena de janeiro, comparado ao mesmo período do ano passado.

Victor da GIV ressalta que as classes D e E podem encontrar uma saída com alternativas mais baratas para customizar o caderno que será reaproveitado, com adesivos e etiquetas personalizadas para personalizar copos, squeezes e aproveitar para identificar todos os itens de material escolar, visto que há adesivos que custam R$ 0,04 o valor unitário. Já as classes A e B, o analista relata que esse público ainda prefere escolhas customizadas, como cadernos e agendas personalizadas, por manter o padrão de exclusividade e contar com maior valor agregado.

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"Nessa volta às aulas, o ramo gráfico precisou estudar várias alternativas para que o aluno conte com uma experiência positiva ao iniciar as aulas, com opções personalizáveis tanto para o público de baixa renda quanto para o público que quer seguir tendências de papelaria para esse ano. Nos adaptamos ao comportamento do mercado para que todos tenham acesso aos materiais necessários para o primeiro dia de aula", finaliza o gestor da gráfica.

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